17/03/2021
Saturday, March 20, 2021
COMO ME VACINEI (crônica de Guilherme de Faria)
No dia 17 eu me vacinei com a coronavac, depois de ser convencido por um motorista de táxi, que após simpática conversa, em vez de me levar para casa me levou a meu pedido para um posto do SUS que ele me recomendou, na rua Purpurina, na Vila Madalena, que por sinal estava vazio. Minha faixa de idade para tal já até tinha passado, mas ninguém se importou, e fui maravilhosamente bem tratado pela carinhosa enfermeira e pela atendente, que até me perguntou com curiosidade e simpatia sobre o meu sobrenome do meio, materno, o Caiuby... Aliás sempre tive excelentes experiências no SUS, que (até estranhamente) me tratam como um príncipe (!!!) Já há muitos anos chego a estranhar quando falam mal do SUS... Será que na periferia é diferente? Poucas vezes na vida procurei hospitais, a Santa Casa, ou Pronto-Socorros do SUS onde entrei modestamente e fui sempre tratado como um "doutor", não sei por quê, já que nunca fui muito arrumado nem penteado, sempre de jeans e camisa polo meio gasta. Um mistério... Será que apesar do "out-sider" que me tornei quando abracei a Arte, algo em mim não consegue disfarçar minha origem social culturalmente privilegiada? Bem... sabemos que o Brasil é um país basicamente classista. Mas devo dizer que a simpatia dos motoristas de táxi (com quem adoro conversar), com os diligentes, prestativos e amistosos porteiros do meu prédio, e com atendentes de postos de saúde, enfermeiras, auxiliares, etc, sempre me soaram absolutamente sinceras e naturais... Viva o povo brasileiro!
17/03/2021
17/03/2021
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