Tuesday, May 6, 2025
REITERANDO (crônica de Guilherme de Faria)
Vou reiterar um fato curioso para meus caros amigos aqui do facebook que acompanham os meus lançamentos dos livros da Alma: eu nunca imagino ou premedito nenhum texto da minha Musa. Eles saem, fluentes e automaticamente, se me sento com a intenção de escrever sob seu nome ou sua égide (melhor dizendo). Seus pensamentos e enredos vão surgindo magicamente enquanto escrevo e vou visualizando o que ela me envia através do próprio texto, e por isso me surpreendo e me encanto como se participasse de suas aventuras, divagações e desventuras sem prever os lances seguintes e os desenlaces. Uma espécie de psicografia? Certamente. Mas uma psicografia da vida real da minha anima viva, sim, aquela que vive no meu inconsciente profundo ou num universo quântico paralelo, o que é a mesma coisa. Daí o seu nome, ALMA WELT, que significa Anima Mundi, Alma do Mundo.
Provavelmente não estou dizendo nehuma novidade para os eventuais escritores que porventura me leiam: quase todos os escritores vivem mais ou menos essa experiência quando estão escrevendo seus romances, crônicas, poemas ou contos... Esse é o mistério da Literatura como também de todas as Artes: não nos pertencem, na verdade. As captamos do astral, como antenas que somos, como disse o poeta alagoano Jorge de Lima.
Como é rica e surpreendente a vida humana, tanto nas sua alegrias como na sua infelicidade! Nas suas desgraças, até mesmo... Encarnamos, com igual aceitação, todo o espectro das emoções humanas, suas virtudes e até mesmo sua vilania, porque como poetas tudo para nós acaba em especulação ou descrição fidedigna, em imparcialidade olímpica (se podemos dizer assim).
Dou graças ao generoso Deus por me ter contemplado com o dom da Literatura que comecei a aproveitar tardiamente mas ainda a tempo de conhecer em profundidade a minha anima oculta.
E ela, supreendentemente, saindo do fundo de um inusitado Pampa interior (Ó mistério!) já era do Mundo...
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06/05/2025
Sunday, May 4, 2025
PASTÉIS DE FEIRA (crônica de Guilherme de Faria)
De uns poucos anos para cá tomou-me o hábito, nas manhãs de domingo, de ir à feira comprar pastéis de carne para mim e Eliana, minha mulher. Os maravilhosos pastéis de feira, quase uma tradição de muitos urbanóides como nós.... Este lado comezinho em mim pode surpreender os amigos, que aqui me veem sempre só falando de Arte e Literatura, e atribuindo à minha Alma Welt uma quase total ausência de futilidade ou inconsequência, mesmo com certo erotismo, aparentemente vivendo numa permanente dimensão poética do Ser.
Entretanto, a bem da verdade, devo revelar aos amigos virtuais ou não, que vejo muita televisão, acompanho Séries policiais nos canais a cabo, como Blue Bloods, Bull, além do canais Lifetime e o ID. Além disso sou cinéfilo e tenho uma enorme coleção de DVDS de filmes clássicos, e até alguns de Terror. Também releio alguns clássicos de literatura que mais amei, além de escrever diariamente algum texto da Alma, e organizar sua edições para publicação.
Dá tempo para tudo isso, Guilherme?( poderia alguém, incrédulo, me perguntar)... Dá, sim, porque para mim o tempo é contínuo e infinito, pois não sou metódico e nunca tive dois dias iguais em minha vida inteira... nunca trabalhei senão para mim mesmo. Na verdade, nem considero trabalho nada a que me dedico, em perpétuo prazer lúdico, para evitar a duvidosa palavra "diversão", de sentido ligeiro ou superficial. Sim, porque tenho a pretenção de viver em profundidade de ser, requisito fundamental da Arte.
Estão achando isso tudo muito pretencioso? Sinto muito, sou assim. E por isso nunca gostei de jogar conversa fora ou falar de "nada" ou "abobrinhas". Nem no meu tempo de conversas em bares regadas a álcool na minha juventude, quando também só me sentava em bares ou restaurante com amigos artistas. Quero dizer com isso que nunca fui um tipo realmente "sociável", tenho a tendência de discorrer ou de ser sempre meio didático. Ah! Sim, e de sempre contar histórias fictícias ou reais, de minhas vivências e memórias. Sim, de ser artista em tempo integral.
Naturalmente eu seria insuportável para muitos, imagino, mas nunca convivi ou me relacionei com pessoas que não amassem a Arte e não admirassem os artistas. Muito menos com pessoas vugares. Por incrível que pareça, só as conheço de um ou outro personagem secundário de filmes de ação, comerciais e rasteiros.
Mas devo também dizer que gostei sempre de conversar com pessoas simples e puras como os sertanejos nordestinos que povoam meus cordéis, ou os gaúchos do cenário de fundo do Pampa da Alma Welt (vide suas Crônicas).
Mas atenção, não estou me gabando de nada. Talvez um certo orgulho, admito... Quanto a isso quero fechar com este parágrafo de abertura do escritor e editor Louis Pauwells, no prefácio de um livro que ele escreveu sobre Salvador Dalí:
"Um homem que tem dentro de si grandes coisas e não se orgulha delas, esse homem está perdido. As grandes coisas quando humilhadas se revoltam contra a sua morada. Tal homem se tornará mais vil, mesquinho e infeliz do que o menos aquinhoado. Lei implacável."
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04/05/2025
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