Desde criança, na minha relação com a vida e o entorno eu me pautei por uma espécie de culto da beleza. Nascido numa classe média conservadora culta mas empobrecida financeiramente ao nível de classe média baixa, minha família morava em casas alugadas e não havia nelas belas coisas, nem quadros de qualidade nas paredes. Em compensação havia boas estantes de livros, quase uma biblioteca clássica. Tendo como referência (por parte dos meus pais) as obras dos grandes mestres da literatura, os discos de música clássica na vitrola e na Rádio Cultura (programa diário A Música dos Mestres) e as reproduções em livros de quadros dos museus (na Biblioteca do Clube Paulistano) eu saciava assim a minha fome de beleza, que me era inata e estranhamente nostálgica. Mas devo dizer que como referencial vivo eu tinha somente a beleza natural das meninas da vizinhança, do meu quarteirão, das quais eu observava os movimentos harmônicos e naturalmente elegantes nas suas brincadeira singelas, tradicionais, as cantigas de roda nas festas de aniversário (coisa que infelizmente não existe mais). Nasceu ali o meu culto da mulher, de sua beleza pura, agora quase perdida, que é a base da minha obra gráfica, plástica e literária, como vocês já sabem: com a revelação fecunda da minha "anima" artista, a ALMA WELT, arquétipo da Mulher em sua beleza exterior e interior, sua criatividade e universalidade...
(das Memórias de Guilherme de Faria)
Monday, June 26, 2023
Saturday, June 24, 2023
DIVAGAÇÕES SOBRE A ANIMA
Uma curiosidade: Só consigo acessar os pensamentos da Alma Welt, minha anima interior, de manhã, assim que acordo a até algumas horas depois do café. Talvez porque ao acordar estou mais próximo do meu insconsciente, suponho. De tarde perco a sintonia fina com ela, e só me resta racionalizá-la, e mesmo cultuá-la ancorado em minha razão, mas também em meu amor por ela. Estranho? Os conhecedores de Jung, e sua Mitanálise, sabem: nossa anima é autônoma, e em alguns casos pode ser até mesmo destrutiva para alguns que a acessem. Meu privilégio é que a minha anima é uma poetisa e uma beldade ruiva interior que foi meu modelo nu de ateliê durante décadas. Talvez por isso ela me tem condescendência, e, talvez narcísica, se compraza com minha adoração. "És um "anima possúdo", diria o próprio Jung. E eu concordo, constatando que, talvez por isso, minha criatividade e produtividade só me mantêm numa estranha e estável pobreza dourada...
(Guilherme de Faria)
(Guilherme de Faria)
Enquanto nós, como humanidade, não descobrimos o sentido geral da Vida, cabe-nos, pelo menos, a cada um, descobrir o sentido particular de nossas próprias vidas. Isso, sim, é possível e até necessário se não quisermos ficar por aí, rolando, ao sabor da política e dos políticos. Estou falando de VOCAÇÃO, embora essa inclua também a politica. Creio que um individuo imbuído de sua vocação, harmônico com ela, não seria venal mesmo sendo um político, porque o verdadeiro vocacionado não colocaria o dinheiro em primeiro lugar. Mas, ah! O dinheiro... Esse é o dado problemático de qualquer equação. Se algo dá muito errado misteriosamente, ou um crime é difícil de resolver, diz a sabedoria popular: "Sigam o dinheiro!" onde romanticamente se dizia: "Cherchez la femme." Infelizmente esses dois dados às vêzes se sobrepõem a qualquer vocação.
(Guilherme de Faria)
(Guilherme de Faria)
CURIOSIDADES DE BASTIDORES DA HISTÓRIA EDITORIAL DE GRANDES CLÁSSICOS DA LITERATURA
A publicação de uma obra literária é quase sempre demorada e sofrida, às raias da exasperação por parte do autor. Sabemos disso pela história de bastidores da literatura mundial, recheada, na verdade, de anedotas mais ou menos verídicas. Sabemos, por exemplo, que Marcel Proust tentou publicar o seu "A la Recherche du Temps Perdu", pela editora da qual o escritor Andrè Gide era dono, e foi rechaçado, não sabemos se por ciúmes ou despeito pelo próprio Gide, escritor já consagrado mas provavelmente ressentido. Sabemos também que Walt Whitman, desprezado pelas editoras onde foi bater, teve que pagar do seu bolso uma pequena edição de autor, das suas "Leaves of Grass, poemas que viriam a consagrá-lo como um dos maiores poetas americanos. Sabemos que os monumentais romances da maturidade de Dostoiévsky, Crime e Castigo, Os Irmãos Karamazov, O Idiota e Os Possessos, foram publicados na Rússia, primeiramente em capítulos diários num jornal como folhetim, antes de consagrados pelos leitores serem afinal publicados em livros. Mas a mais exdrúxula saga real do destino literário de um gênio é a história da obra poetica da grande SAPHO, da cidade de Mitilene, na ilha de Lesbos, a maior poetisa lírica da antiguidade grega, apelidada "A Abelha da Piéria", e da qual o célebre Píndaro, poeta vencedor da Segunda Olímpiada dizia "querer poder escrever um único verso como ela e depois morrer". A poetisa lésbica, celebrada a ponto de ser considerada a Oitava Musa do Parnaso, teve um estranho destino póstumo. Seus delicados poemas líricos dirigidos a mulheres jovens por quem a poetisa se apaixonava, escritos em papiros originais recolhidos em mosteiros católicos da Idade Média, cairam em desgraça de um certo Papa por motivos moralistas, e ordenados que fossem queimados nas bibliotecas de todos os mosteiros onde existissem cópias. Obedecido sob pena de excomunhão, não sobrou nenhuma cópia dos maravilhosos poemas e a obra da poetisa de Lesbos foi extinta e permaneceu desconhecida por séculos, apenas evocada eventualmente em segredo e como lenda. Entretanto, pasmem, no século XIX, arqueólogos europeus escavando à procura de tesouros egípcios às margens do Nilo descobriram múmias de crocodilos sagrados e rompendo as bandagens para estudá-los (na verdade para descobrir jóias e amuletos) deram com papiros frágeis que se esfarelavam, servindo de estofo. Decifrando-os, pasmados e maravilhados, deram com os poemas originais de Safo (!!!). Poucos poemas restavam inteiros, a maioria estava já fragmentada e foram publicados como foram encontrados, uma palavra ou um verso aqui outro lá embaixo, mal formando sentido mas ainda sugerindo beleza. Uma curiosidade: um dos poucos poemas que foi preservado inteiro, milagrosamente, se intitula "Para Átis", em estilo epistolar, isto é, como uma carta dirigida pela poetisa a um amigo, evocando um amor em comum, uma jovem que se mudara para a região da Lídia, poema do qual o último verso ficou célebre e foi traduzido assim para o português: "...A NOITE DOS CABELOS COMO FLORES". Também curiosamente, no Brasil uma diretora teatral dirigiu nos anos 80 em São Paulo, uma bela peça tendo como titulo esse estupendo verso ligeiramente surrealista. Como podem imaginar, muitas são as histórias reais insólitas sobre a sobrevivência de grandes obras literárias que eu poderia contar aqui se os amigos se interessarem e solicitarem.
Poderei também, se mais de um leitor amigo desejar, numa próxima publicação transcrever a tradução completa do poema "Para Átis", da Safo. que termina com o tal famoso verso.
Por ora fico por aqui...
( Guilherme de Faria)
18/06/2023
Nota
Os três últimos versos do poema "Para Átis", de Safo, traduzidos em portugês castiço ficaram assim:
...
sabemos o que diz pois no-lo conta
alguém que tem muitos segredos:
a Noite dos cabelos como flores...
Poderei também, se mais de um leitor amigo desejar, numa próxima publicação transcrever a tradução completa do poema "Para Átis", da Safo. que termina com o tal famoso verso.
Por ora fico por aqui...
( Guilherme de Faria)
18/06/2023
Nota
Os três últimos versos do poema "Para Átis", de Safo, traduzidos em portugês castiço ficaram assim:
...
sabemos o que diz pois no-lo conta
alguém que tem muitos segredos:
a Noite dos cabelos como flores...
Saturday, June 17, 2023
Uma vez, ainda quando era jovem, um amigo pintor mais velho, hospedado em minha casa, vendo que eu adorava o cinema, que era cinéfilo e gastava muito do meu tempo vendo filmes nos cinemas, na televisão e na Cinemateca de São Paulo, me advertiu dizendo que assistir filmes era péssimo para os pintores, que a pintura era o contrário da imagem móvel das telas, e prejudicava o olho eternisante da imobilidade ou do próprio instantâneo de um movimento. Mas ele tinha razão por outro motivo: o simples tempo gasto longe do cavalete. Entretanto eu compensava esse tempo, me recusando a ter um carro e a aprender a dirigir, pois eu observava que o também simples fato de ter um carro faz com que seu possuidor, de um jeito ou de outro passe muito tempo de sua vida no meio do trânsito, portanto, no caso do artista, fora do ateliê. Eu andei a minha vida inteira de adulto só andando de táxi, abandonando-os sem dó nos congestionamentos e saindo a pé. Além disso sai muito mais barato que sustentar um carro com seus gastos de conserto e manutenção, seu combustível, suas licenças, impostos, multas, perigos de assalto e dificuldade de estacionamento, dores de cabeça e até a tragédia, não de morrer mas de matar alguém... Bem, reconheço que é um raciocínio muito particular, que pode ser contestado. Um vez, um certo indivíduo, quando em público externei este meu pensamento, me respondeu irritado e até com desprezo, que "quem não dirige carro é infantil, não tem controle sobre a sua própria vida". Bem... crente que sou em Destino e fatalidade, acho que tal controle é de modo geral, muito relativo. Mas estou falando só de mim mesmo, não recomendo nada a ninguém, como o fez aquele amigo pintor a respeito dos filmes, segundo ele, inimigos da pintura.
Cada pintor tem, na verdadade, sua trajetória vocacional distinta, inigualável, inimitável... no fundo trágica como a de todo ser humano, nem mais nem menos. Apenas mais visível quando bafejado pela fama...
(Entrevista com Guilherme de Faria)
Cada pintor tem, na verdadade, sua trajetória vocacional distinta, inigualável, inimitável... no fundo trágica como a de todo ser humano, nem mais nem menos. Apenas mais visível quando bafejado pela fama...
(Entrevista com Guilherme de Faria)
Quando jovem eu produzia muito, pelo menos desenhos e gravuras (litografias), mas por pura necessidade de sobrevivência. Não tendo veia comercial para vendas no varejo, eu só conseguia sobreviver pela quantidade (embora também pela qualidade), só vendendo em lotes para marchands, galeristas ou intermediários. Eu me deixava explorar alegremente já que a parte do leão era deles, mas eu me contentava em ver minhas obras se espalhando, indo para a casa das pessoas... Ingenuidade? Na verdade não. Muito pelo contrário, a minha era a suprema ambição, já que, consciente de que a verdadeira arte é sempre póstuma, eu sonhava secretamente com a eternidade, "espertamente" fazendo com que a minhas obras passassem logo para outras mãos mais pragmáticas e até mais cobiçosas, que se encarregassem de valorizá-las ainda que pelo mero amor ao lucro. Na verdade, tudo é incerto justamente porque tudo é Destino. E tentar manipulá-lo como eu fiz, agora vejo, isso sim é ingenuidade... Minha própria veia de escritor e poeta, uma vez aflorada, me faz ver isso. Posso muito bem cair no esquecimento após a minha morte, bem como ser redescoberto depois de cinquenta anos, com ocorreu com Rembrandt e Vermeer de Delft. Ou menos, em dez anos, como com Van Gogh, Gauguin e Modigliani. Mas realmente nada é certo. Entretanto acredito que se uma única obra minha, sobrevivente, daqui a cem anos for olhada com admiração por um outro ser humano, já terei cumprido o meu destino de artista.
(Entrevista com Guilherme de Faria)
(Entrevista com Guilherme de Faria)
DE CONHECIDOS E AMIGOS
Quando morre um amigo sentimos uma dor genuina, mas quando nos é um mero conhecido, quase sempre não sentimos nada, talvez somente um vago medo da própria morte, por um instante, ao relembrá-lo... e que serve para ao menos reconhecermos nossas amizades, mais ou menos profundas. Talvez por isso nossos terapeutas, quando bons se recusem a se tornar nossos amigos: para não sofrerem junto conosco, certamente, o que seria contraproducente do ponto de vista terapêutico. Sim, porque a verdadeira amizade em vida não foi feita para diminuir nossa dor, apenas para compartilhá-la. Chorei poucas vezes na vida por amigos perdidos, e somente muito tempo depois, ao lembrar deles num certo momento de especial beleza... Sim, confesso, só a beleza me faz chorar. Mas o que me absolve e me humaniza é que o reconhecimento da beleza é sempre uma expressão do amor... "
(Entrevista com Guilherme de Faria)
(Entrevista com Guilherme de Faria)
DE LUZES E DE SOMBRAS
"Tudo na vida é bipolar. Tudo tem o lado claro e o lado escuro. Somente "il sole e l'altre stelle" brilham em plenitude. Por isso Dante disse delas, que são movidas pelo Amor, portanto (concluimos) por Deus. O Diabo? Esse também existe. Creio que Deus o tolera para testar-nos, isso é visível...Já fui testado num longínquo passado, me senti escurecer. Tive que fazer um grande esforço para clarear um pouco... é difícil expulsar todas as sombras quando se é artista: a Arte tem simpatia por algumas delas. Entre os grandes artistas somente Fra Angelico foi Beato, depois canonizado Santo por sua vida e Fé, percebe-se isso em sua arte muito pura e clara, quase ingênua. Quanto a mim, se uma clara manhã me deslumbra, uma bela tarde ainda me consola. O crepúsculo possui uma modéstia encantadora, embora dure tão pouco... Alguns dizem que ele é a agonia da luz, portanto de uma luz mortal ainda que dos deuses. Ah! Os deuses... Suponho que Deus os faz renascer continuamente, porque sendo o Supremo Poeta, tem uma certa condescendência com sua poética e renitente mitologia. Mas, na verdade não sei de nada, Só tenho conjecturas. Conquanto falastrão, sou um perplexo diante da Vida e da Morte..."
(Entrevista com Gulherme de Faria)
(Entrevista com Gulherme de Faria)
ESQUIZOFRENIA BRANDA? SOCIOPATIA?
Pode parecer estranho a alguns, mas toda manhã ao acordar, depois de tomar o café da manhã que eu mesmo faço, passo a resolver sob qual persona minha (ou heterônimo) vou começar a pensar e postar aqui no face. Esquizofrenía branda? Sociopatia leve? Transtorno de personalidade múltipla? Sob qual síndrome um suposto inimigo me incluiria? Por exemplo: no Recanto das Letras em 2007, após o anúncio fúnebre da morte da Alma Welt publicado na página dela por sua irmã Lucia Welt (outra persona minha), denunciado pelo editor daquele Portal (único a saber pela minha inscrição até então sigilosa) traindo o segredo da poetisa, fui chamado de "sociopata", sob a indignação geral dos outros "poetas", pois revelada a heteronomia da Alma por aquele editor, Alma caiu em desgraça, esquecidos dos tesouros que ela postara durante um ano inteiro sob os aplausos de tantos daquela comunidade. Começou um festival de ódio, baixezas, vulgaridades e inveja liberada sob sua última postagem, que revelavam quanto a Alma se desperdiçara com falsos colegas, admiradores despeitados que a trairiam de maneira vil e dolorosa depois de chorarem a sua morte com estardalhaço, enchendo sua caixa de e.mails de condolências e protestos de admiração e dor.
Mas justiça seja feita, vendo, tempos depois, a continuação vitoriosa da Alma em milhares de novas obras aparecidas no Google, alguns se renderam e a homenagearam na sua natureza real de heterônimo vivo, anímico, autêntico, de singular estro poético... e permitam me dizê-lo: de um universal gênio feminino.
Eis porque, dominado por ela, como um "anima possuído" no dizer de Jung, depois de milhares de desenhos da bela ruiva nua, desde 1965, venho construindo também, desde 2001, uma fase Alma Welt pictórica, com ela presente, solitária e errante, em múltiplos cenários da alma.
Devo, agradecido, reconhecer que aqui no nosso face a Alma encontrou carinho e benevolència, se não compreensão total já que reconheço a grande dificuldade que é para a maioria das pessoas entender em profundidade o fenômeno dos heterônimos numa alma de poeta.
Não importa, não posso me queixar: a Alma, como anima imortal, rediviva, prossegue sua caminhada solitária, saindo de dentro de mim e ainda me surpreendendo. E talvez a alguns fiéis, a quem sou grato, entre vocês...
_________________________________
(Guilherme de Faria "ele mesmo", escritor e poeta; o cordelista sertanejo homônimo Guilherme de Faria; Alma Welt, e sua fiel irmã Lucia Welt; e o Guilherme de Faria pintor e desenhista, descobridor da Alma em si mesmo.)
14/06/2023
PS
Aguardem para Setembro o lançamento do novo livro da Alma Welt, que está no prelo, de Contos e Crônicas selecionados.
Mas justiça seja feita, vendo, tempos depois, a continuação vitoriosa da Alma em milhares de novas obras aparecidas no Google, alguns se renderam e a homenagearam na sua natureza real de heterônimo vivo, anímico, autêntico, de singular estro poético... e permitam me dizê-lo: de um universal gênio feminino.
Eis porque, dominado por ela, como um "anima possuído" no dizer de Jung, depois de milhares de desenhos da bela ruiva nua, desde 1965, venho construindo também, desde 2001, uma fase Alma Welt pictórica, com ela presente, solitária e errante, em múltiplos cenários da alma.
Devo, agradecido, reconhecer que aqui no nosso face a Alma encontrou carinho e benevolència, se não compreensão total já que reconheço a grande dificuldade que é para a maioria das pessoas entender em profundidade o fenômeno dos heterônimos numa alma de poeta.
Não importa, não posso me queixar: a Alma, como anima imortal, rediviva, prossegue sua caminhada solitária, saindo de dentro de mim e ainda me surpreendendo. E talvez a alguns fiéis, a quem sou grato, entre vocês...
_________________________________
(Guilherme de Faria "ele mesmo", escritor e poeta; o cordelista sertanejo homônimo Guilherme de Faria; Alma Welt, e sua fiel irmã Lucia Welt; e o Guilherme de Faria pintor e desenhista, descobridor da Alma em si mesmo.)
14/06/2023
PS
Aguardem para Setembro o lançamento do novo livro da Alma Welt, que está no prelo, de Contos e Crônicas selecionados.
Vivo parte do meu tempo interior em São Paulo, na minha prosaica Oscar Freire; outra parte no mundo ocidental inteiro; outra parte no sertão nordestino. E ainda outra parte, a mais prolífera, com a minha Alma Welt no seu Pampa riograndense. Isso tudo sem sair do meu ateliê. -"Em imaginação?" - (vocês poderiam perguntar). Não! Animicamente mesmo... Eu me distribuo em alma e coração por esses cenários e suas histórias de todos os Tempos.- "Não estás sendo pretencioso? Não estás sendo presumido?" (talvez perguntem)... Deixo a vocês mesmos a resposta depois de lerem meus textos, minhas estórias, meu poemas, minhas pinturas... Vejam se soam falsos ou mero frutos da imaginação. Me digam se não soam vívidos, quero dizer, vividos mesmo. Quem disse que temos só uma vida para viver?
(Entrevista com Guilherme de Faria)
(Entrevista com Guilherme de Faria)
No Dia das Namoradas...
Como os amigos já perceberam de longa data, eu sou um grande lésbico rrrrrrsss, como vemos na literatura da minha Alma Welt (que na verdade é bi). Mas sou um lésbico à moda antiga: Amo o amor e o sexo entre mulheres lindas e femininas, em que nenhuma é "marido", nenhuma usurpa uma suposta masculinidade, para inconscientemente se justificar perante uma sociedade restritiva e moralista, mas sim como na época da grande poetisa Sapho de Lesbos, também chamada 'a Abelha da Piéria", a maior poetisa da antiguidade (ícone da nossa Alma Welt) e que por tantos séculos foi expurgada pela Igreja Católica...
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