Monday, March 25, 2024

O QUE SIGNIFICA A ALMA WELT

 Presumo que os fãs da Alma Welt, aqueles que realmente a leram a amaram... e até se surpreenderam com ela, perceberam o aspecto profundamente "feminista" da sua obra. Sim, feminismo no melhor sentido do termo. Alma Welt, como seu nome mesmo já sugere (AnimaMundi), é a "Mulher todas as mulheres" e tem, visivelmente, um teor arquetípico na sua riquíssima personalidade. Alma conjuga em si todas as qualidades do ser humano com as especificamente femininas: é inteligente, talentosa, fluente e agradável contadora de histórias confessionais, culta, lúcida, sensível, corajosa, tenaz, intensa, apaixonada, obstinada, sensual, amorosa, meiga, filial, maternal, fervorosa, vulnerável e... cândida... vejam só! Sim, possui uma candura surpreendente e até paradoxal numa mulher tão inteligente. Candura? Sim, uma certa ingenuidade cativante que ocorre nas pessoas de alma pura... – Então, é um ser perfeito? Sim, é, ao meu ver. E sua vulnerabilidade, que você mesmo incluiu, seria uma qualidade, não um defeito? É simples a resposta: É o que a faz humana, não uma deusa. Percebe-se ao longo de seus contos, poemas, e romances memoriais, quantas vezes foi vítima, assediada, abusada, violentada sexualmente por sua beleza quase irreal e obsedante como uma Helena de Tróia moderna. Mas, que também se reergue, sempre, das cinzas da depressão, como uma Fênix...

O que significa isso (literariamente falando)? Eu respondo: significa a História Universal da Condição Oprimida da Mulher ao longo de toda a História Humana sobre a Terra.

Eu, Guilherme, privilegiado e humilde (sim, humilde) porta-voz, ou mensageiro dessa "anima viva" que através de mim veio ao mundo das Letras, estou aberto a perguntas, e a críticas, se as houver. Adoro peitar os céticos, os descrentes e desencantados. É fácil... percebe-se logo que eles nem sequer leram as obras em questão...

(Guilherme de Faria)

25/04/2024
Nota
A bem da verdade ainda não encontrei nenhum desses hipotéticos céticos, descrentes ou desencantados, até hoje, no percurso da Alma Welt desde 1965 quando ela surgiu como modelo nu dos meus desenhos e gravuras, e depois, desde 2001 quando ela se me apresentou como poetisa e prosadora prolífera e profícua. Tais supostos críticos ou adversários são imaginários. As pessoas que lêm livros bons, que amam a alta cultura, são, por princípio e natureza, empáticas, sensíveis e criteriosas, e não antipáticas ou mesquinhas...