Sunday, September 18, 2022


Sempre tive a sensação de que realizar minhas obras de arte como sonhos acalentados, terminá-las e difundi-las, é como atingir, no Tempo, o meu Presente verdadeiro, aquele até mesmo de um leve perigo de acomodação de tão prazeiroso, como de uma realização existencial definitiva. É quando é preciso reagir, para romper uma inércia perigosa que se instala no corpo e na alma, como uma calmaria que iria me fazer ouvir o canto das sereias de um falsa chegada ao lar perdido, ou ao sonho mesmo, de aventuras e glórias imaginárias da minha infância...
(das Memórias de Guilherme de Faria)

Friday, September 16, 2022



Sem demagogia, juro: uma mulher só é feia se, no fundo, for má... A maldade não consegue esconder sua expressão, por mais sutil e dissimulada que seja. Aliás, nunca me aproximei de ninguém verdadeiramente mau na vida, e até vivi como se não existissem, ou fossem de um outro universo. Pessoas equivocadas, que escolhem e apoiam o Mal dissimulado? Bem... isso conheci, mas não eram verdadeiramente más, apenas tolas... e delas também me afastei.
(das Memórias de Guilherme de Faria)

Monday, September 12, 2022


Quanto à poetisa e prosadora gaúcha ALMA WELT (agora em maior evidência com o lançamento em livro de papel de seu romance-saga autobiográfico) ninguém nunca levantou esta questão, mas eu a abordo assim mesmo: Por qual razão ela não é um simples pseudônimo literário em que me esconderia, eu, Guilherme de Faria, e sim um heterônimo, como eu comumente a defino (apesar dela ser mais do que isso)? A resposta está na sua notável independência anímica e existencial, ou seja: a "vida própria" que ela apresenta, como uma personalidade extremamente feminina e autônoma, que surpreende e alicía agradavelmente quem lê principalmente este seu romance A Herança: O Sangue da Terra. Leiam, confiram.
Mas por quê eu disse ser ela mais do que um "heterônimo", embora tal designação fosse suficiente para explicar literariamente a sua obra como autora e sua existência como personagem protagonista-narradora dentro dela? Simplesmente porque estou convencido, desde sempre, de que a Alma Welt é um fenômeno ainda mais misterioso e profundo e, para muitos, desconcertante:
Ela existe, sim, espiritualmente, ou melhor: animicamente, dentro de mim. Ela é a minha "anima", no sentido junguiano (de Carl Jung) do termo. Isso explica, além de sua autonomia, o seu encanto feminino, sua exuberante e profunda feminilidade, característica que, pelo menos exteriormente, me falta, como pode atestar quem me conhece pessoalmente, pelo menos na maneira de falar, me expressar, andar, me mover, etc. Devo também mencionar que algumas pessoas que crêm na doutrina espírita cardecista, me disseram acreditar que eu venho, simplesmente, há tempos, "psicografando" os textos e poemas que uma jovem gaúcha, nascida em 1972 e falecida em 2007, me envia diária e prolificamente desde 2001. Não discuto o termo "psicografar" e até prefiro assumi-lo, reafirmando-o com um pequena diferença de conotação: estou, sim, psicografando a minha própria anima como modelo gráfico e plástico, en desenhos telas e gravuras, desde 1964, e na sua literatura desde 2001, publicando-a num livro de contos em 2004 e na Internet desde 2006 e aqui no facebook diariamente desde 2008. Agora com o lançamento deste seu romance estamos vendo o começo de uma consagração mais ampla, um "upgrade" no seu percurso como escritora "cult " se não totalmente reconhecida em seu talento e encantadora autenticidade. Ah! Alguns estranharão sua alucinante intensidade , a ardência estremamente lírica de suas paixões, coisa rara nesta nossa época um tanto abúlica fora do âmbito politico ideológico. Eu diria, que como os personagens do grande Dostoiévski, ela, em termos psiquicos é uma "alma nua ", exposta no desenrolar de suas circunstãncia no texto, como se em "carne viva", frequentemente quase delirante, mas sem nunca perder a coerência e a razão. Que mais posso lhes dizer? Comprem o livro e se encantem. Repito: CONFIRAM (e me contem).
(Guilherme de Faria)
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O túmulo abandonado de Alma Welt
( Gravado no bronze: Alma M (de Morgado) Welt 1972- 2007