Quando em Julho de 2001 eu descobri a brilhante poetisa e prosadora gaúcha universal, Alma Welt, dentro de mim mesmo, isto é, descobri a identidade genial e fecunda da minha "anima" feminina interior (fenômeno raríssimo, que Carl Jung certamente adoraria ter testemunhado), minhas ex mulheres detestaram o seu aparecimento e tiveram aquela típica reação de "não li e não gostei". É compreensível: eu elegia uma Musa maior e definitiva que morava dentro de mim mesmo (!!!). Somente a Eliana, minha mulher desde 1994 aceitou e até se afeiçoou à Alma, que ela chama carinhosamente de "a Alminha" e tomou para si publicar na sua página aqui no face, com exclusividade (que deixei para ela) os HaiKais da Alma Welt, escolhendo ilustrações graciosas para eles na Internet.
O quádruplo caráter de artista, musa, modelo e personagem da Alma Welt se explica pela extraordinária vida própria que a minha anima tem dentro de mim. Segundo Jung, todos os homens tem dentro de si esse arquétipo, a anima, bem como outros: o animus, o velho sábio, a criança e a sombra, mas no meu caso, como artista tive o privilégio de entrar em contato com uma "anima artista" de especial fecundidade literária e poética, num fenômeno raro de heteronomia, que já me "enviou" (por assim dizer) cinco mil sonetos dodecassílabos originais e personalíssimos, uma centena de poemas de verso livre, quinhentos HaiKais, três novelas longas (a Trilogia Mítica) uma centena de contos e crônicas e quatro romances, sendo: uma saga gaúcha autobiográfica de família em forma de trilogia, e um romance humorístico inspirado na saga sertaneja nordestina do cordel do Pavão Misterioso.No entanto, estranhamente, eu senti em 21 de Janeiro 2007 que Alma, como pessoa e personagem, morreu de forma trágica e precocemente com 35 anos, permanecendo portanto eternamente jovem dentro de mim, que continuarei "psicografando" legitimamente a minha própria anima até a minha morte, possivelmente. Àqueles que, embora inteligentes e cultos, possam duvidar de tudo isso, eu convido a visitar a já imensa obra da Alma Welt nos seus 60 blogs abertos, gerenciados e comentados por sua irmã Lucia Welt, outro heterônimo meu com lugar como personagem no seu romance A Herança. E que reparem como a Alma é viva, complexa e apaixonante. Portanto, eu, que li com paixão desde criança quase todos os maiores clássicos da literatura universal, posso afirmar com convicção e orgulho: na Alma Welt tudo é verdadeiro, sua obra, seu talento poético, seu sentimentos, sua sensibilidade e amorosidade... Ela só não é de carne e osso. Confiram.
(das Memórias de Guilherme de Faria)
29/12/2021
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