Na minha vida como artista plástico, profissional desde 1962, vendi muitos milhares de desenhos e gravuras, e centenas de quadros a óleo. Minhas obras estão por aí no mundo, no Brasil e alguns outros países (EUA, Europa e América Latina) na casa das pessoas, em saguões de prédios, hotéis, e até em alguns museus (aqui em São Paulo na Pinacoteca do Estado e no MAM). Não posso me queixar de nada: o meu trabalho sempre teve facilidade de ser apreciado pelo público, embora eu note que, talvez por isso mesmo, seja um tanto subestimado pela crítica...Mas sou grato à vida: não me frustrei, não tenho amargura, despeito, nem inveja nenhuma. Não enriqueci, nunca superei minha modesta classe média de origem, talvez por me faltar o tino comercial, mas principalmente por não ter nunca me sintonizado no "canal dinheiro", e só pensar em Arte, principalmente pintura e literatura. Se para ser rico eu precisasse só pensar em dinheiro, como em geral os ricos o fazem, eu renunciaria à riqueza...
(das Memórias de Guilherme de Faria)22/12/2020
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