Atualmente minhas manhãs estão menos inspiradas, ou minhas memórias de algum interesse estão se esgotando... Tenho a impressão de que tudo o que havia de interessante no meu passado eu já contei aqui, na minha página deste querido facebook, a cuja existência sou grato. É verdade que, naturalmente tem coisas que eu não posso contar, ou por muito vergonhosas que foram, ou simplesmente inenarráveis e sinistras, e não devo invocá-las. Um homem tem direito aos seus segredos diante do público, já que não os há diante de Deus.
Espero que eu esteja entrando devagarinho naquela zona de silêncio da alma, tão desejável, que produz as melhores obras de arte. Sim as melhores crônicas e mesmo as melhores pinturas versam sobre... nada. Acredito mesmo que, quando se consegue escrever sobre coisa nenhuma uma crônica rica e interessante, é quando estamos transformando chumbo em ouro, como um alquimista ideal, ou no mínimo tirando coelhos da cartola, como um adorável mágico trivial de festa infantil.
Vejam! Acabo de escrever uma crônica sobre NADA, e vocês chegaram até aqui, não é mesmo? Não me peçam que eu dê algum sentido a este apaziguador vazio que lentamente me invade. Mas prestem atenção: não sou adepto da pura retórica em si... Apenas confio nas entrelinhas inconscientes onde mora o segredo da Existência, e que criam os versos e as pinturas que nos transcendem. E até as crônicas vazias, como esta...
Bom dia a todos!
(Guilherme de Faria)
Monday, December 6, 2021
CRÔNICAS DO SILÊNCIO (de Guilherme de Faria)
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