Uma curiosidade: Só consigo acessar os pensamentos da Alma Welt, minha anima interior, de manhã, assim que acordo a até algumas horas depois do café. Talvez porque ao acordar estou mais próximo do meu insconsciente, suponho. De tarde perco a sintonia fina com ela, e só me resta racionalizá-la, e mesmo cultuá-la ancorado em minha razão, mas também em meu amor por ela. Estranho? Os conhecedores de Jung, e sua Mitanálise, sabem: nossa anima é autônoma, e em alguns casos pode ser até mesmo destrutiva para alguns que a acessem. Meu privilégio é que a minha anima é uma poetisa e uma beldade ruiva interior que foi meu modelo nu de ateliê durante décadas. Talvez por isso ela me tem condescendência, e, talvez narcísica, se compraza com minha adoração. "És um "anima possúdo", diria o próprio Jung. E eu concordo, constatando que, talvez por isso, minha criatividade e produtividade só me mantêm numa estranha e estável pobreza dourada...
(Guilherme de Faria)
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