(crônica de Guilherme de Faria)
Vou revelar algo dos meus gostos cotidianos aos meus amigos: eu adoro filmes épicos de grande batalhas históricas ou fictícias. Eu adoro o filme 300 (uma obra de arte) e as trilogias O Senhor dos Anéis, e o Hobbit (do grande Tolkien, magnificamente filmadas pelo Peter Jackson). Gosto do filme Gladiador, do Ridley Scott, e do filme Tróia. Ah! E da magnífica trilogia O Poderoso Chefão (adoro aqueles mafiosos simpáticos, trágicos e glamourisados). São alguns dos meus filmes preferidos. "Então, você, Guilherme, gosta de guerra e violência?" (poderia alguém perguntar). Eu respondo: "No cinema, sim, pois é pura catarse para mim."
"Então você precisa muito de catarse, pois tem muita violência reprimida dentro de si?" ( poderia alguém insistir)... Eu respondo: "Provavelmente sim. Tenho muita testosterona incômoda dentro de mim, que compenso com a feminilidade literária da minha Alma Welt, dona da mais encantadora e amorosa sensibilidade feminina que posso conceber."
Entretanto vou lhes confessar, meus amigos: tenho de tempos em tempos eventuais explosões de cólera paroxística verbal, que me estressam terrivelmente e que surgem, quando sou atingido no meu "calcanhar de Aquiles", em geral com a minha mulher, que trato de bloquear aqui no face, voltando atrás dias depois, rrrrrsss Quando acontece, mais especificamente, isso? Respondo, com toda franquesa: Quando me desrespeitam, atingindo o meu orgulho, ou mesmo uma vaidade oculta, o que diz respeito às minhas artes ou mesmo a minha posição política." É verdade que isso ocorre muito raramente, pois evito ao máximo abrir área de atrito para não me estressar e sofrer essas explosões que sinto que um dia podem matar-me, com um enfarte ou derrame. Ah! Sim, me causam também remorso e arrependimento, pois minha reação pode, sim, ser desproporcional, fazendo com que na explosão eu deixe escapar a minha enorme insatisfação oculta e esqueça a minha compaixão.
Mas o quê fazer... sou humano, demasiado humano (no sentido do que dizia Nietzsche), e isso nem sempre é bom. Aliás, não é nada bom, visto o estado geral do mundo...
06/01/2023
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