Nos últimos tempos tenho recebido com frequência, por e.mail, solicitações para participar de abaixo-assinados de protestos contra a invasão da ideologia LGBT+ nas publicações para crianças, de desenhos, animações, quadrinhos e filmes infantis, e até nos contos de fadas clássicos. E, pasmem, eu assino, apesar de minha Musa e heterônimo feminino, Alma Welt, ser bissexual assumida e quase incestuosa pela paixão explícita por seu irmão adotivo, Rodo (Rudolf Welt) personagem importante de seus contos, crônicas e romances (vide A Herança: O Sangue da Terra, romance autobiográfico da Alma publicado no ano passado onde sua posição no tocante a esse tema fica bem clara na sua auto-defesa no Tribunal do Jury em seu julgamento) e de um blog inteiro de "Sonetos do Rodo" na Internet. Antes que possam me acusar de incoerência, ou pior, de hipocrisia, eu esclareço: simplesmente a Alma é contra o proselitismo sexual, e considera a sexualidade uma questão íntima, pessoal e intransferível, e como Anima Mundi, que seu nome arquetípico significa, sobrepõe o amor universal pelo gênero humano a todas as outras formas de amor. Em termos literários, reparem, sua sensualidade é explícita mas nunca vulgar ou impositiva. Alma nem sequer dá conselhos e espera que cada um cuide de sua vida e de sua sexualidade na esfera privada e que sobretudo respeite a inocência das crianças e não queiram aliciá-las e erotizá-las prematuramente, como está fazendo o movimento internacional LGBT+, alterando gêneros e raças nas fadas, sereias e heróis, sem nenhum respeito pelos autores e pela origem cultural européia clássica desses encantadores personagens. A propósito, conversando com um velho gay da minha geração este confessava que tinha saudades do tempo em que a homosexualidade era secreta, emocionante e transgressiva. Eu, que tive alguns queridos amigos gays, que se foram em glória íntima, outros, tragicamente... também preferia.
(Guilherme de Faria)
13/07/2023
Nota
Saudades também do tempo em que não havia a imposição do "politicamente correto", em que num programa humorístico da televisão um personagem hilário podia exclamar sem censura: " Isso é uma bichona!" e o seu Peru, na Escolinha do Professor Raimundo, podia inocente e criativamente "levar mais um pra irmandade"... rrrrrrsss
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