Thursday, October 2, 2025
MINHA PROFISSÃO DE FÉ ( crônica- depoimento de Guilherme de Faria)
Como artista, eu passei a minha vida toda (agora estou idoso, mas continuo) tentando expressar, não a mim mesmo, mas o humano, a beleza do humano, a beleza ideal das mulheres, minha admiração física suprema. Por vezes, mais raramente, o grotesco do humano quando masculino, mas quase nunca o ridículo: não explorei a caricatura do humano. Amor pela Natureza? Persegui a paisagem, tentei imitá-la... imaginária: não fui "un plenairiste" apesar de admirá-los e à sua devoção e rigor. Tentei expressar o meu amor pela Cultura Universal, pela Alta Literatura (os clássicos) e pelos grandes pintores, minha admiração máxima. Em meio a minha produção, muita coisa eu destruiria se pudesse, pois me causa vergonha, mesmo que ainda cause admiração a muitos. Com isso quero dizer que não me prostitui, mas fui, algumas vezes, auto-indulgente, o que é quase a mesma coisa.
Mas, finalmente, devo dizer que fui um profissional: insisti desde o princípio em ganhar a vida com a Arte, pois senti que aos diletantes falta, talvez, a obseção necessária, o quase fanatismo que nos leva à dedicação total à Arte... ou nada.
(Guilherme de Faria)
01/10/2025
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