Em geral Deus nos concede, como Destino incontornável, sermos apenas nós mesmos. Mas às vezes, quando somos artistas, nos doa alguns heterônimos mais talentosos ainda. Graças a Ele isso não tem nada a ver com esquizofrenia, cisão de personalidade ou falsidade ideológica. Trata-se de um privilégio concedido graciosamente por Ele aos poetas a quem uma só obra e uma só vida terrena não bastam. A mim, o pintor, por exemplo, Deus concedeu a poetisa gaúcha Alma Welt e sua irmã mais velha Lucia Welt, sua exegeta, comentarista e blogueira de sua obra póstuma. Ah! também um meu homônimo cordelista sertanejo. Portanto, quatro intensas e produtivas vidas eu tive até agora...
(das Memórias de Guilherme de Faria).
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