Monday, August 4, 2025

UMA HISTÓRIA SUCINTA DA TRAJETÓRIA DA ALMA (Crônica de Guilherme de Faria)

Um heterônimo literário (como a Alma Welt, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Ossian, Bilitis, Soror Mariana Alcoforado, Conte de Lautrèamont, e outros) não é como um simples pseudônimo: não se cria ou se inventa, mas surge, e quando menos se espera. Encantado com o fenômeno que me ocorreu com o surgimento da vida e obras de uma gaúcha pampiana teuto-brasileira, surgida de dentro de mim em Julho de 2001, quando eu me encontrava em pleno "surto" cordelístico sertanejo, homônimo ( outro estranho fenômeno), passei a publicar suas obras em livro (em 2004) e em 2006 em portais literários da Internet (como o "Leia Livro", da Fundação Padre Anchieta, e o Recanto das Letras) guardando, com todo direito, o segredo dessa minha heteronomia, por dez anos até revelá-la depois de mais dois anos (em 2010) na minha página aberta em 2008 no nosso querido facebook . A revelação súbita de um velho e conhecido artista plástico paulistano, através do qual se manifestava uma jovem gaúcha, linda, poetisa e prosadora prolífica, talentosa, e encantadora em sua candura, sensibilidade e inteligência (com excepcionais dons narrativos) sua coragem e liberdade erótica, explícita sem vulgaridade... tudo isso pareceu, por um momento, desvanecer-se na mente impactada de alguns des fãs desiludidos da poetisa, a quem já cultuavam intimamente como sua diva ou musa. Sofremos (na ocasião da revelação por mim), eu e ela (Alma), ataques furibundos, ressentidos, e creio até que ainda não fomos perdoados até hoje por alguns desses fãs, que se sentiram "enganados" e tomaram a coisa como uma espécie de "falsidade ideológica", com prejuízos morais ou emocionais para eles. Não sei como não fui processado na época, coisa que, sincera e cinicamente eu adoraria que ocorresse, porque me permitiria, em juízo público, me defender a mim mesmo, como no século XIX Flaubert o fez no seu julgamento no Tribunal de Justiça de Paris, em defesa de sua maior personagem ("Madame Bovary, c'ést moi!"). Tal atitude me pouparia anos de esforços despendidos na divulgação e promoção da maior criação da minha vida inteira, neste trabalho de Sísifo, que é a carreira de um Artista neste nosso país... Agora, depois de passados 24 anos do surgimento da Alma Welt, minha Musa começa a ficar conhecida no mundo lusófano com seus livros em português e no Mundo inteiro, de Ocidente ao Oriente, com o seu romance autobiográfico a HERANÇA: O Sangue da Terra vertido por mim para o inglês, e publicado pela grande Editora inglesa Internacional EUROPE BOOKS (THE HERITAGE. The Blood of the Earth). (vide Google). Uma curiosidade: meu empenho em publicá-la em livros e em divulgá-la e promovê-la, é desgastante, quase exaustivo, ao contrário de escrevê-la, isto é, de dar à luz os textos de sua abundante obra, que é extremamente prazerosa, porque surgem de maneira espontânea, rápida, sem emendas nem rasuras, sem precisar correções (!!!), quase automática, como se estivesse psicografando. Sim, creio que estou realmente psicografando, mas, a minha própria "anima" pessoal, no sentido Junguiano de termo (de Carl Jung), vinda do meu inconsciente profundo, que se confunde com a minha própria alma e que ainda por cima tem a conotação de uma anima universal, arquetípica, do "eterno feminino" Goetheano (de Goethe), portanto, como seu próprio nome alemão ao ser revelado num dos seus primeiros contos, indica: Alma Welt, Alma Mundo, Alma do Mundo, Anima Mundi. Confiram... Leiam-na, se encantem, aprendam, comovam-se, divirtam-se, chorem e riam com ela, como estão atestando aqueles que já a estão lendo habitualmente... Não estou pedindo nenhum favor, nenhum sacrifício, nem um esforço. Estou oferecendo quase de graça aos amigos e ao público em geral, a "graça" que me foi concedida, dessas belas obras que, milagrosa e misteriosamente tenho o privilégio de intermediar. Há mais coisas entre o Céu e a Terra... (W.S.) _________________________ Guilherme de Faria 04/08/2025

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