Quando jovem, ávido de vida e experiências, eu me vi muitas vezes em situações perigosas, e como bom idiota imprudente corri perigos que, hoje, ao pensar neles me arrepio. Não entrarei em detalhes descrevendo tais situações, algumas delas vergonhosas. Como escapei da morte algumas vezes, por conta de um nítido, imenso e tolerante anjo da guarda, tenho que me lembrar disso, nesta atual situação de perigo por estar, como idoso e de má respiração, numa condição de risco. Na verdade estamos todos na mão do Destino, do anjo ou de Deus em pessoa (se é que podemos dizer assim, com essa intimidade). Todos temos medo da Morte, essa desconhecida íntima. Alguns querem crer no Paraíso, muitos temem o Inferno... Quanto a mim, pequeno artista demasiado povoado, tenho um pavor imenso do NADA.
(Guilherme de Faria)
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