Sunday, September 18, 2022


Sempre tive a sensação de que realizar minhas obras de arte como sonhos acalentados, terminá-las e difundi-las, é como atingir, no Tempo, o meu Presente verdadeiro, aquele até mesmo de um leve perigo de acomodação de tão prazeiroso, como de uma realização existencial definitiva. É quando é preciso reagir, para romper uma inércia perigosa que se instala no corpo e na alma, como uma calmaria que iria me fazer ouvir o canto das sereias de um falsa chegada ao lar perdido, ou ao sonho mesmo, de aventuras e glórias imaginárias da minha infância...
(das Memórias de Guilherme de Faria)

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