SOBRE A ESCRITORA ALMA WELT COMO MEU HETERÔNIMO (que aos poucos se consagra) agora lançando seu romance autobiográfico, uma empolgante saga de família.
(por Guilherme de Faria)
(por Guilherme de Faria)
No que concerne ao romance da Alma Welt que lançarei dia 25/08/22, na Livraria da Vila, em São Paulo, descobri que tem gente boa e inteligente, mas que, talvez por excesso de pragmatismo, senso comum, ou mesmo falta de intimidade com a grande Literatura ou Alta Cultura, tem dificuldade em entender o que é um heterônimo. Permitam-me aqui, sem ofensa a ninguém, explicar o fenômeno, para muitos, incompreensível. Devo dizer que não se trata de uma designação assinada oculta mais específica com um outro nome "pseudônimo" que este, é quando o seu escritor principal selecionou um cômodo ou um anonimato estratégico simples. O escritor que escreve sob pseudônimo não precisa nunca se identificar com seu nome verdadeiro, se não quiser, pois nunca será acusado de "falsidade ideológica",Já que esta prática consiste em uma velha tradição opconal da História da Literatura Mundial, nunca contestada como ilegítima, no máximo como "covardia", no caso de alguns poetas que ofendiam seus inimigos em poemas, sonetos ou epigramas satíricos, escondendo-se de sua sim. Descobertos pelo estilo, traíam-se, nunca dava certo, diga-se de passagem. Mas o heterônimo... este é um fenômeno mais complexo, mais raro e até por vezes muito misterioso: consiste no escritor criar um autor ou vários autores diferentes de si mesmo, isto é, além de outros nomes, outras personalidades, outro estilo formal , outras origens, outras biografias, e principalmente, outro sexo, escondendo-se honrosamente sob "criaturas" como um Pigmalião prolífico, escultor de várias Galateas (vide o famoso mIto grego). Um dos exemplos mais famosos é o imenso do poeta Fenando Pessoa, que criou no mínimo meia duzia de heterônimos, três deles muito famosos: Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, além de Fernando Pessoa "ele mesmo"; e escrevi prefácios de uns para outros. Entretanto, Fernando Pessoa não escondia, pelo menos de seus amigos literários, sua mão por trás de suas personalidades literárias distintas, como um pacto tátil, que não necessitava justificativas perante os verdadeiros amantes da criatividade artística.
Mas é preciso notar que Fernando Pessoa não criou nenhum hetrônimo feminino, como aconteceu com o poeta francês Pierre Louys, com suas "Chansons de Bilitis", atribuídas a uma poetisa jovem da ilha de Lesbos. no mar Egeu, contemporânea da grande Safo, que escrevi líricos e belíssimos poemas para a sua amante. Pierre Louys como lançado na França, e portanto para o mundo, como sendo uma descoberta arqueológica sua!!!), que deveria traduzira do grego antigo para o francês... . Custou uma década a descoberta indignada de sua divertida "farça", mas aí, o livro, merecidamente já estava célebre no mundo todo.
Há o caso também conhecido, dos "Cantos de Ossian", que foi lançado no final do século XVIII na Inglaterra como sendo a descoberta de uma coletânea de sagas escritas por um bardo celta antigo chamado Ossian, filho de Fingall (vide a Gruta de Fingall batida pelo mar epelos ventos nas costa rochosa das Ilhas Hébridas, celebrada por um belíssimo poema sinfônico de Mendelsohnn, quando a visitou). O Livro Cantos de Ossian, ficou célebre, e Goethe o tinha como seu livro de cabeceira, acreditando na sua autenticidade devido à sua beleza e grandeza). Mary Shelley cita os Cantos de Ossian no seu romance imortal "Frankenstein ou O Moderno Prometeu". Finalmente, descobri-se que o livro tinha sido escrito por um jornalista escocês aquele final do século XVIII, de nome James MacPherson (!!!
Há ainda o caso das famosíssimas "Lettres Portugaises" de Soror Mariana Alcoforado 1640-1723, jovem portuguesa, da cidade de Beja, que tendo sido encerrada contra a vontade pela família num convento das Carmelitas Descalças, quando este foi invadido na "Guerra da Restauração" por um destaque de soldados franceses que se intalou no convento numa ala separado por graus das freiras carmelitas, inatingíveis por princípio. Entretanto um garboso oficial francês apaixonou-se pela carmelita Mariana, e bela iniciaram um idílio através das grades. Depois de Portugal e depois da morte, os franceses, cartas de amor escritas, cartas de amor escritas, dirigidas ao jovem oficial, cartas bonitas, de uma qualidade de qualidade suprema, de uma qualidade suprema, de cartas, que se tornaram célebres no mundo todo. , rivalizando com as também lindas cartas de amor de Eloiza para Abelardo, da Idade Média Francesa. Mas o curioso é que no século XX descobriu-se que as cartas da freira portuguesa são "apócrifas". Atualmente especula-se que como cartas provavelmente sejam uma obra de Gabriel de Guilleragues, um diplomata e jornalista francês, secretário do príncipe de Conti...
Agora, no que concerne ao fenômeno Alma Welt (1972-2007, prosadora e poetisa gaúcha prolífica e profícua, meu herterônimo feminino, na verdade mais que isso: minha anima verdadeira e profunda (criei também a fiel irmã mais velha, Lucia Welt, blogueira, que compila, edita e divulga a obra da Alma, às vezes vertendo para o espanhol, e para o inglês alguns sonetos da vasta safra de 5.000 sonetos da poetisa.
Em 2007, mas ou menos, o poeta Paulo Bomfim me telefonou pedindo que eu o apresentasse à fascinante poetisa por quem estava apaixonado ao ler os Contos da Alma, que receberia de seu enteado, meu amigo, o grande pintor Dudu Santos, que ganharia de mim o livro e o repassara ao seu padrasto sem revelar o segredo da Alma. Ao telefone, eu estou emocionado com as grimas quando ele me disse ter acabado de ler os "Contos da Alma", de Alma Welt, e considerado que era o livro escrito até mais belo livro que ele lera nas últimas décadas", e que "parecia um livro" no começo do XX , num auge da literatura brasileira e não num momento de decadência como o atual" (palavras literais dele ao telefone, que me arrancaram lágrimas de emoção e de uma gratificação maior que o sucesso social do lançamento do livro na Livraria Nobel , da Augusta,
Quanto à gênese de seu desenho, vinda generosamente de dentro de mim como anima que
começou a revelar a minha criação não, na gravura e na pintura. Mas já escrevi sobejamente e divulguei a história da minha Alma Welt, antes dela se revelar uma escritora e poetisa prolífica. Venho isso é feito obstinadamente ao longo dos últimos doze anos aqui na minha página de querido facebook, ainda estimado de que recebeu um tesouro sem gosto...
GUILHERME DE FARIA
20/08/2022
20/08/2022

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